TOXICIDADE RESIDUAL DE CLORANTRANILIPROLE + ABAMECTINA EM FOLHAS DE MELOEIRO SOBRE Apis mellifera

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Maressa Isma Liberalino da Silva
Emanoely Karoliny Santos da Silva
Ewerton Marinho da Costa
Tiago Augusto Lima Cardoso
Roberto Cleiton Fernandes de Queiroga
Elton Lucio Araujo

Resumo

Nas áreas de cultivo do meloeiro (Cucumis melo) é imprescindível o uso de inseticidas para o controle de pragas, o que pode gerar impacto nas populações de abelhas, como Apis mellifera. Neste contexto, conhecer a toxicidade de inseticidas sobre as abelhas é fundamental para conservação de polinizadores em áreas agrícolas. Portanto, objetivou-se avaliar a toxicidade residual de doses comerciais do inseticida Clorantraniliprole + Abamectina sobre A. mellifera em folhas de meloeiro. O experimento foi realizado sob condições de laboratório, em delineamento inteiramente casualizado, distribuído em  um fatorial 4x3, constituído por duas doses comerciais do inseticida Clorantraniliprole + Abamectina (0,0108 g i.a/L-1 de Abamectina + 0,027 g i.a/L-1 de Clorantraniliprole e 0,018 g i.a/L-1 de Abamectina + 0,045 g i.a/L-1 de Clorantraniliprole), testemunha absoluta (água destilada) e testemunha positiva (Tiametoxam: 0,3 g i.a/L-1) em função de três tempos de exposição (1h, 2h e 3h após a pulverização). Foram avaliadas a mortalidade e as funções motoras durante 1h, 2h, 3h, 4h, 5h, 6h, 12h, 24h e 48h horas após a exposição, além disso, foi realizada análise da capacidade de voo das abelhas sobreviventes. O inseticida Clorantraniliprole + Abamectina, independente da dose e tempo de exposição, ocasionou 100% de mortalidade sobre A. mellifera. O tempo letal mediano (TL50) do Clorantraniliprole + Abamectina foi inferior a TL50 da testemunha absoluta e superior a TL50 da testemunha positiva, independente do tempo de exposição após a pulverização de cada dose. O Clorantraniliprole + Abamectina mostrou-se altamente tóxico quando em contato residual independente das doses e intervalo de tempo após a pulverização.

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