DESEMPENHO DA SOJA E DO MILHO SUBMETIDOS A FONTES ALTERNATIVAS AO CALCÁRIO NO SUDOESTE GOIANO
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Resumo
Parte dos solos brasileiros são naturalmente ácidos, e a principal forma de corrigir essa acidez é por meio da aplicação de calcário, que disponibiliza cálcio e magnésio. Nos últimos anos, houve um aumento no uso de corretivos alternativos, como os óxidos, que ainda são pouco conhecidos e exigem mais estudos que comprovem sua eficácia em áreas agrícolas. O presente estudo teve como objetivo avaliar o desempenho da soja e do milho quando submetidos à substituição total ou parcial do calcário por diferentes óxidos, analisando a produtividade, altura das plantas, teor de clorofila foliar e atributos químicos do solo. O experimento foi realizado na propriedade Invernadinha na safra 2023/2024, com início no dia 25 de outubro de 2023, dia da semeadura da soja. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com sete tratamentos e quatro repetições, totalizando 28 unidades experimentais. Os tratamentos consistiram em: 1. Controle, sem aplicação de corretivos; 2. aplicação de calcário dolomítico (4.378,92 kg ha-1); 3. aplicação de óxido de cálcio e magnésio (7.882,05 kg ha-1); 4. óxido de cálcio (4.777 kg ha-1); 5. óxido de cálcio enriquecido com enxofre (3.153,9 kg ha-1); 6. calcário dolomítico (2.314,12 kg ha-1) e óxido de cálcio enriquecido com enxofre (3.622,1 kg ha-1); e 7. óxido de cálcio e magnésio (4.165,42 kg ha-1) e óxido de cálcio enriquecido com enxofre (3.622,1 kg ha-1). Os diferentes tratamentos de correção de acidez não influenciaram a produtividade das culturas. Contudo, o enxofre aumentou seus teores nas camadas de 0 a 0,2 m e 0,2 a 0,4 m nos tratamentos com óxido de cálcio com enxofre ou misturado a outros corretivos. O índice SPAD de clorofila B e clorofila total foi afetado pelos diferentes manejos de acidez do solo.

